Carta aberta
Vou dizer rápido pra quem é esta carta.
Eu ajudo o projetista que vive tendo retrabalho a tirar da mesa tudo aquilo que não é a função principal dele: projetar.
Eu construo esse trabalho uma vez com você, no padrão que você usa, em vez de você precisar pensar em contratar mais uma pessoa pra fazer.
E tem uma boa chance de o seu problema estar num dos dois pontos que eu acabei de dizer:
- refazer: a tarefa que você já fez uma vez, fez direito, e vai fazer de novo porque mudou alguma coisa lá atrás;
- o padrão da casa: o jeito certo de a coisa sair existe, mas mora na cabeça de alguém, e por isso não dá pra passar pra frente.
Isso vale pra qualquer pessoa que entrega:
- memorial descritivo;
- planilha de orçamento;
- caderno de especificações;
- quantitativo;
- a prancha, com o carimbo, no R00 e no R01;
- a pasta da obra inteira, no fim.
Projetista, arquiteto, engenheiro de qualquer disciplina, e quem coordena o projeto dos outros.
Apesar de as disciplinas serem diferentes, todo mundo topa com o dedinho na mesma quina:
O que dói não é o modelo. É a papelada em volta do modelo.
Alguns começam todo memorial na folha em branco, porque não existe um modelo definido por disciplina.
Outros já assinaram ferramenta, testaram num sábado qualquer e até gostaram do resultado, mas na segunda-feira voltaram pro escritório e fizeram do jeito de sempre.
E existem aqueles que passam pelo mesmo ciclo em toda revisão:
Mudou uma coisa lá atrás.
Agora a frente inteira precisa ser conferida de novo.
É esse trabalho que eu tiro da sua mesa, e eu deixo rodando na sua rotina com você conferindo.
E eu faço isso há mais de dez anos.
Meu nome é Bruno Neves. Sou engenheiro eletricista formado pelo Instituto Militar de Engenharia, Capitão do Exército, e hoje eu respondo pelos processos de projeto de mais de 88 mil edificações, em mais de 650 quartéis no país inteiro.
Antes disso foram seis anos elaborando e coordenando projeto numa comissão de obras, fazendo projeto básico, orçamento e fiscalização junto, e ali eu ajudei a desenhar e implementar os procedimentos que eles usam até hoje.
Rodei o país apresentando esses procedimentos às doze comissões regionais. Dei aula disso em pós-graduação na UTFPR. E criei um curso de nível gerencial sobre elaboração de projeto, que está na quarta edição.
E eu não vendo curso de IA. Eu construo e mantenho sistemas que rodam todo dia, há dois anos. Inclusive dentro do Exército, tá? Onde errar tem consequência e ninguém aceita "a IA respondeu isso".
Sistemas que quebram se eu fizer errado, e que eu mantenho:
- um sistema de controle interno dos projetos que desenvolvemos na Diretoria de Projetos de Engenharia no Exército, que está em uso, com dado real e regra que não admite improviso;
- um hub de acesso em produção, com login próprio, painel de gestão e uma auditoria que compara sozinha o que está no ar com o que está escrito;
- uma orquestração de agentes que produz conteúdo, uma base de conhecimento que responde pelo que eu registrei nela, e um acompanhamento financeiro de todos os meus clientes, que eu audito antes de confiar.
Cada um deles nasceu de um problema meu. É o mesmo trabalho que eu faço pra você, feito primeiro em mim.
Você pode estar se perguntando: será que isso é pra mim?
Provavelmente é pra você caso:
- você seja bom no que faz, e mesmo assim o seu dia vá embora em atividades que você passaria até pra um estagiário;
- você refaça memorial, planilha e pasta toda vez que muda alguma coisa lá atrás;
- você já tenha aberto a planilha e o caderno de especificações lado a lado, pra conferir item por item;
- você levante a mesma norma de novo a cada projeto;
- você tenha uma pasta de obra que todo mundo sabe que está caótica e ninguém tem tempo de arrumar;
- você já tenha assinado uma ferramenta que prometia resolver tudo, mas não resolvia o seu caso por completo;
- a sua casa já pague por uma plataforma grande, e a ata das reuniões que você participa continue saindo do caderno de alguém;
- o que você quer de volta seja hora, e não cliente novo;
- você assine embaixo do que entrega, e por isso precisa conferir tudo que sai;
- você já saiba qual é a tarefa pior, e queira começar por ela.
Se você se reconheceu em alguns desses pontos, provavelmente está no lugar certo.
O seu grande problema hoje é ser bom no que faz e gastar o dia inteiro no que não exige nada do que você se formou pra fazer.
Em agosto eu mandei uma lista de vinte e cinco tarefas do dia a dia pra gente que trabalha com projeto, e pedi quais comem mais tempo. A melhor resposta veio assim:
"Tem coisas que fazer uma vez é de boa, o problema tá em conferir mudança toda hora."
É isso que eu resolvo. Não fazer, porque fazer você faz melhor do que eu. Refazer.
Você provavelmente já tentou resolver sozinho. A causa de não ter pegado é simples: a assinatura escreve no padrão dela, e o seu problema é o padrão da sua casa.
Uma ferramenta resolve "gerar memorial". Ela não resolve o memorial da sua disciplina, no padrão que a sua casa usa, com o critério que decide o que entra e o que fica de fora.
Sem isso, o teste nunca vira rotina. E o que não vira rotina volta pro lugar de onde saiu. Ou seja: você gastou dinheiro pra mais uma ferramenta que não vai usar porque não é adequada ao que você precisa.
E ainda tem um andar acima da assinatura avulsa. São as plataformas grandes: Construmanager, Construtivo, Coordly, ConstruCode. Abri a página de preço das quatro e achei a mesma coisa em todas: plano com nome, limite por empreendimento e por usuário, e um botão que agenda conversa com consultor. É maravilhoso precisar falar com um consultor pra comprar um produto de prateleira, né?
Elas são competentes no que fazem, e o que elas fazem é guardar as informações. O pedágio é sempre o mesmo: entrar no sistema, cadastrar tudo lá dentro, e treinar a equipe antes de qualquer coisa acontecer. Preço por obra, por usuário, com vendedor no meio.
E aí está o detalhe que decide. Elas acompanham o que foi cadastrado, e não o que existe na sua pasta. A peça que está na pasta e ninguém cadastrou some do radar. A que foi cadastrada e mudou continua marcada como certa.
O caso mais duro é o de quem já comprou. O pacote que o escritório assina pra poder projetar já traz dentro o módulo de ata de reunião e o de fluxo de revisão.
O escritório paga pelos dois todo ano, eles estão instalados, e a ata continua saindo do caderno de alguém e a revisão continua sendo conferida no olho.
Ter a ferramenta e o problema continuar é o assunto desta carta.
Quando a informação fica só guardada, a conferência ainda começa no olho. É nesse trecho que eu trabalho.
O CREA-SP disse isso melhor do que eu, num painel sobre o setor:
"O problema não reside na ausência de ferramentas, mas na falta de processos que alcancem a especificidade necessária."
É justamente nesse ponto que eu atuo. Eu pego o trabalho que hoje sobra da sua competência e construo uma vez só, com o seu material e no padrão que a sua casa já usa.
Não pra você fazer o seu projeto com a minha ajuda. Eu não modelo, não compatibilizo e não desenho. Isso é trabalho seu, e você faz melhor do que eu.
Não pra te vender nem implantar software de projeto. Se você precisa de um ambiente comum de dados, isso se compra pronto, e quem vende não sou eu.
E não pra te ensinar a usar IA. Porque IA é ferramenta e ferramenta qualquer um aprende a usar. Aqui você vai aprender a resolver o seu problema, e o que você aprende é como resolver com a ferramenta que é a Inteligência Artificial.
O objetivo é que a papelada:
- saia no padrão da casa sem ninguém transcrever nada;
- pare de recomeçar da folha em branco a cada projeto;
- pare de obrigar você a refazer tudo na frente quando muda algo lá atrás;
- mostre de onde veio cada coisa, pra você continuar assinando embaixo;
- continue funcionando depois que eu sair.
A prova que é do seu setor.
No fim de 2025 eu implementei quatro frentes de gestão do processo numa empresa de engenharia grande, por contrato, de novembro a fevereiro. Registro automático de reunião no template da casa, um robô de relatório semanal que ia até o cliente do cliente, um assistente de conferência de conformidade, e a formação do time pra operar tudo isso.
Quando acabou, a propriedade do que foi construído passou pra eles.
O que eu não tenho é permissão pra dizer qual empresa é. Então eu conto o que dá. Entre a primeira ligação e a proposta assinada passaram oito dias, e no meio deles um questionário de mais de trinta perguntas, em sete blocos, que eles responderam campo a campo.
Onde as planilhas vivem, quantas são e com que frequência mudam, onde ficam as fotos de obra e se os nomes são padronizados, quem pode ver o quê, e qual das frentes vinha primeiro.
Esse levantamento foi o produto antes do produto.
A parte difícil foi acertar o documento no padrão que a casa já usava.
Se você trabalha com projeto, você sabe exatamente o que essa frase quer dizer.
E tem gente que aprendeu o método e passou a fazer sozinha.
Duas pessoas que estudaram comigo me deixaram mostrar o que elas passaram a fazer sozinhas. Nenhuma delas é cliente de implementação. O que vem abaixo é o que elas construíram com as próprias mãos depois de aprender o método, e isso é diferente de prova de que eu entrego pronto.
E nenhuma delas é do seu setor, o que é de propósito.
Leo Moreton, newsletter de cripto. Em fevereiro, ele descreveu a rotina:
1- Transcrever mensagens de voz
2- Pegar informações dos sites de cripto para newsletter (hoje faço na mão)
Cinco semanas depois:
Consegui criar 70% da newsletter semanal com ajuda da IA
Em junho:
Ontem fiz um trabalho
Que iria demorar umas 8 horas
O cara tem 16 wallets, tudo espalhado. O trampo era compatibilizar tudo, ver o que ele tem em
pools, etc.
Fiz em 30 min
Charles Azarias, marketing e roteiro. O custo de uma produção:
40 roteiros me custaram R$ 3,00. Fora o Make que ainda tô nos 30 dias free
O custo do MVP:
Custo do MVP até agora: $0,29, pagos à OpenAI exclusivamente para gerar os embeddings do RAG. O
motor de linguagem roda no Groq, que é gratuito. Menos de um real e meio pra indexar 56k
fragmentos de conhecimento.
Em 6 de abril:
Rapaziada, eu to muito atrás de vocês (lá ele pro max).....vcs tão chegando na lua dentro da Órion
e eu ainda aprendendo a consertar bicicleta em matéria de IA kkkk
Vinte e oito dias depois:
éguaaaaaa nem tem 90 dias
As profissões eram diferentes.
Os trabalhos eram diferentes. Newsletter e roteiro não têm nada a ver com memorial e caderno de especificações, e uma empresa de engenharia grande não tem nada a ver com nenhum dos dois.
Mas o desafio central era o mesmo:
Entender o processo antes de automatizar, e deixar a conferência com quem assina.
E é exatamente esse o problema que eu sei resolver.
Só que tem um limite, e o limite sou eu.
Eu tenho outro trabalho, tenho família, e tenho até vinte horas por semana pra implementação. Uma implementação de tamanho médio come boa parte disso. Então são duas por vez. Quando as duas estão andando, eu não pego a terceira.
Não é postura, é conta.
Não tem relógio nesta página, não tem contagem regressiva e não tem data de encerramento. Quando encher, eu digo que encheu.
A última coisa que eu tenho pra dizer é a seguinte.
Se você é projetista, vive refazendo o que já estava pronto, e quer tirar isso da sua mesa sem contratar mais um júnior, eu posso te ajudar.
O que eu vendo tem duas partes. A primeira é a implementação, e ela começa comigo dentro do seu processo, com a conta na mão. Disso sai o R00 do seu processo: o escopo escrito e a ordem do que atacar primeiro. Como todo R00, ele existe pra você ler e corrigir antes de virar coisa construída.
Depois eu construo o que ficou escrito, com o seu material, e entrego rodando na sua rotina, e a propriedade do que foi construído fica com você.
No primeiro dia já existe alguma coisa nessa implementação que você consegue olhar e conferir. Se no primeiro dia não tem nada de pé, o escopo estava errado, e o erro é meu.
A segunda parte é um programa de acompanhamento, porque processo que só funciona enquanto eu estou por perto não terminou.
O preço depende do tamanho do que precisa ser feito, e é por isso que ele não está nesta página. Ele aparece na conversa, depois de eu entender o seu caso.
Fale direto comigo aqui.
As perguntas são curtas, e duas delas são abertas: o que mais trava o seu dia de trabalho hoje e o que você já tentou fazer pra resolver. Eu leio todas, e sou eu mesmo que respondo no WhatsApp.